Deixo-vos com a minha habitual mensagm de fim de ano:
Mais uma volta que o estúpido e redundante planeta Terra faz em volta da fornalha atómica que o aquece. Estamos quase a voltar exactamente ao mesmo sítio onde estávamos há exactamente um ano atrás. Prova mais evidente da redundância da existência humana, em minha opinião, não há. Mas que se lixe.
A ano passado foi um ano de mudanças importantes, este ano foi um ano de consolidação mas ao mesmo tempo de ter entrado numa velocidade de cruzeiro que me deixa apreensivo para o ano que se adivinha. As duas escolhas que fiz, académica e musical, foram a tentativa de quebrar essa estagnação que se estava a formar. Mas deixa-me ao mesmo tempo numa perfeita incógnita no que aí advirá. Quando se mergulha de cabeça e de olhos fechados, é o que dá. Siga p'a bingo!
Assim sendo, e de novo, espero encontrar esta gente toda de novo cá para o ano, assim como eu e todos aqueles que ao longo deste ano de uma forma ou de outra o ajudaram a passar. Numa nota menos formal mas igualmente séria, cá fica de novo a minha lista habitual de sugestões nesta época.
Esta será a última semana do ano.
Preparem:
A carteira
O estômago
O fígado
A agenda
O tubo de vaselina
A embalagem de pílulas do dia seguinte
O Guronsan
O vosso psicanalista
Uma arma carregada
Porque vai ser de certeza uma semana muito animada.
Nunca é demais repetir e deixar aqui uns conselhos para o fim de ano que se avizinha.
Boas entradas, no sentido que lhe quiserem tomar.
"Vós que vos julgais felizes, olhai para o fundo das vossas almas e contemplai o vazio. Não tendes nada. E é o nada que vos ofereço."
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Ah... e tal, mais um ano... e tal
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
É Natal... (no shit, Sherlock)
Estive a rever os blogues que escrevi aqui, nos anos passados, acerca do Natal e decidi este ano não insultar ninguém. Não que esteja de repente embuido de espirito Natalício, mas este ano deixo um velho amigo meu tratar dos vitupérios das festividades. No entanto não quero deixar de recordar este único facto acerca do único e verdadeiro significado desta época:
É Natal. Deus enviou à terra o salvador, que nasceu Homem para sofrer e morrer pelos pecados da humanidade que não foi capaz de os assumir.
Certo?
Eu cá sou pagão, festejo o Solstício de Inverno. Para os restantes, eis a minha mensagem natalícia
Christmas time is here again
Santa needs a helping hand
We cannot find his evil sheet
To draw his laying for the night
So all the waiting Christmas trees
Gonna hear their master sing....
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, Drinking Sherry
They don't give a damn
Christmas time is here again
Santa needs a helping hand
It's getting very, very late
St.Peter's crossed the Golden Gate
An Donald Duck is still in bed
I wonder who he's gonna help
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, All done Sherry
They don't give a damn
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, Still Drinking Sherry
They don't give a damn
I'm dreaming of a white.... Sabbath....
Merry X'mas Y'all
Peace!
É Natal. Deus enviou à terra o salvador, que nasceu Homem para sofrer e morrer pelos pecados da humanidade que não foi capaz de os assumir.
Certo?
Eu cá sou pagão, festejo o Solstício de Inverno. Para os restantes, eis a minha mensagem natalícia
Christmas time is here again
Santa needs a helping hand
We cannot find his evil sheet
To draw his laying for the night
So all the waiting Christmas trees
Gonna hear their master sing....
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, Drinking Sherry
They don't give a damn
Christmas time is here again
Santa needs a helping hand
It's getting very, very late
St.Peter's crossed the Golden Gate
An Donald Duck is still in bed
I wonder who he's gonna help
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, All done Sherry
They don't give a damn
There's no presents, Not this Christmas
There's no presents
Tom and Jerry, Still Drinking Sherry
They don't give a damn
I'm dreaming of a white.... Sabbath....
Merry X'mas Y'all
Peace!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
O Capital não passará!
Confesso que tenho uma ponta de marxismo a nadar-me nas veias. O que para muita gente não é necessária confissão mas para outra talvez surpreenda, ou não.
Mas vejamos o seguinte: cresci na margem Sul na cintura industrial do Barreiro/Seixal, portanto só se surpreenderá quem viver fechado numa ostra de ilusão... Ok, 99% das pessoas surpreenderam-se, adiante.
A minha infância foi formatada pelo imaginário revolucionário.
Cresci com uma efígie do Lenine no hall de entrada, tenho em casa uma preciosa biblioteca de propaganda anarco-sindicalista e edições das obras completas do Lenin com tradução autorizada pelo Kremlin. O meu pai, no Carnaval, mascarava-me de guerrilheiro cubano e na minha rua, na parede principal do mercado, esteve durante muitos anos um mural gigantesco pintado com aquelas imagens à la realismo soviético, com turbas de camponeses e operários a segurar os estandartes vermelhos em marcha contra o capital.
Isto, como disse, só é estranho para quem não viveu na Margem Sul dos anos 80.
No entanto, nos anos 80, o frenesim do novo riquismo, o fim do fervor do PREC e os anos conturbados do fim do comunismo a leste, fez com que, para um comunista que se prezasse, estes anos fossem uma alvorada do capitalismo selvagem, o surgir das privatizações em massa e o subir das grandes fortunas centradas em personagens sinistras ligadas aos governos austeros do Cavaco Silva, ao mesmo tempo que a classe camponesa e operária ia sendo lentamente afastada para o ocaso como uma memória fugaz de um imaginário distante de tempos idos da revolução.
A vida foi continuando nestes últimos 20 anos e, como se sabe, tem sido o que foi cá no nosso Portugal. Felizmente por minha parte nunca fui obrigado a seguir qualquer ideologia que fosse e sempre tive a liberdade de seguir as minhas ideias. A base do imaginário permaneceu em muita coisa e foi difícil de apagar mas a minha formação intelectual está intima e indissoluvelmente ligada ao departamento de Filosofia da FCSH, portanto de verdadeiro comunista tenho pouco. Mas aqui Freud explica e há coisas que se ganham na infância que, de tal modo recalcadas que estão, passam a fazer parte das próprias paredes que nos levantam e seguram no dia-a-dia.
Ontem, mais do que o anúncio da privatização do BPN por Teixeira dos Santos, foi a notícia da detenção de Oliveira e Costa, anterior administrador do banco, o primeiro banqueiro português a ser detido por fraude, que me fez parar, fechar os olhos, e sentir-me no meio da turba dos operários e camponeses a segurar os estandartes ao vento, marchando contra o Capital:
"Não passarás"
Bem hajam.
Mas vejamos o seguinte: cresci na margem Sul na cintura industrial do Barreiro/Seixal, portanto só se surpreenderá quem viver fechado numa ostra de ilusão... Ok, 99% das pessoas surpreenderam-se, adiante.
A minha infância foi formatada pelo imaginário revolucionário.
Cresci com uma efígie do Lenine no hall de entrada, tenho em casa uma preciosa biblioteca de propaganda anarco-sindicalista e edições das obras completas do Lenin com tradução autorizada pelo Kremlin. O meu pai, no Carnaval, mascarava-me de guerrilheiro cubano e na minha rua, na parede principal do mercado, esteve durante muitos anos um mural gigantesco pintado com aquelas imagens à la realismo soviético, com turbas de camponeses e operários a segurar os estandartes vermelhos em marcha contra o capital.
Isto, como disse, só é estranho para quem não viveu na Margem Sul dos anos 80.
No entanto, nos anos 80, o frenesim do novo riquismo, o fim do fervor do PREC e os anos conturbados do fim do comunismo a leste, fez com que, para um comunista que se prezasse, estes anos fossem uma alvorada do capitalismo selvagem, o surgir das privatizações em massa e o subir das grandes fortunas centradas em personagens sinistras ligadas aos governos austeros do Cavaco Silva, ao mesmo tempo que a classe camponesa e operária ia sendo lentamente afastada para o ocaso como uma memória fugaz de um imaginário distante de tempos idos da revolução.
A vida foi continuando nestes últimos 20 anos e, como se sabe, tem sido o que foi cá no nosso Portugal. Felizmente por minha parte nunca fui obrigado a seguir qualquer ideologia que fosse e sempre tive a liberdade de seguir as minhas ideias. A base do imaginário permaneceu em muita coisa e foi difícil de apagar mas a minha formação intelectual está intima e indissoluvelmente ligada ao departamento de Filosofia da FCSH, portanto de verdadeiro comunista tenho pouco. Mas aqui Freud explica e há coisas que se ganham na infância que, de tal modo recalcadas que estão, passam a fazer parte das próprias paredes que nos levantam e seguram no dia-a-dia.
Ontem, mais do que o anúncio da privatização do BPN por Teixeira dos Santos, foi a notícia da detenção de Oliveira e Costa, anterior administrador do banco, o primeiro banqueiro português a ser detido por fraude, que me fez parar, fechar os olhos, e sentir-me no meio da turba dos operários e camponeses a segurar os estandartes ao vento, marchando contra o Capital:
"Não passarás"
Bem hajam.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Uma dívida antiga
De todos os pequenos fait divers que me foram acontecendo ao longo da vida académica da licenciatura há um que me ficou remoendo na consciência até hoje.
Na boa vida universitária, com muito trabalho de estudo mas também muita farra e copazaina e essencialmente a liberdade de não ter que cumprir um horário rígido, não eram raras as vezes que, depois de noitadas preenchidas a deboche, ainda arrastava o corpo cansado para as aulas.
Num desses episódios, no autocarro 16 da Carris que me trazia da Caixa Geral de Depósitos da Av. da República para a Av. de Berna, vinha com uma ressaca de sono tremenda, de olhos esbugalhados e boca aberta a salivar. Mas dirigia-me para as aulas, portanto de mala e livros armados para mais um dia de pedagogia e ressaca.
Naquela moínha semi-tonada da sonolência e expectativa sofredora de um dia recheado de aulas monocórdicas, não deixei de ouvir uma observação da senhora que se sentava á minha frente, dirigida à minha pessoa ensonada, mas comentando com uma amiga que a ladeava.
"Vês? Coitadinho. Vai para as aulas, ali para a universidade. Vai cheio de sono. De certeza que esteve a trabalhar. Trabalha e estuda. Há que dar valor a estes jovens que se esforçam por ter uma educação e fazem estes sacrifícios"
Com os olhos fechados, por isso a senhora se deu à liberdade de me comentar, nao deixei de esboçar um sorriso cínico mental, onde lhe respondi em pensamento:
"Soubesses tu que estive levantado até às 4:30 da manhã a mamar cerveja e a ver um documentário sobre a história da pornografia na SIC..."
No entanto aquele repente de cinismo foi logo abafado por um aperto de arrependimento. O tom da senhora foi tão de boa fé, com um ar de tamanha maternalidade, compreensão e carinho, decerto habituada a ver o corropio de estudantes no autocarro, decerto mãe ou avó de um estudante e trabalhador, que aquele esgar de cinismo foi substituído por um sentimento de dívida eterna para com a atitude compreensiva que aquela senhora teve para com o meu aspecto de cansaço.
Senti que, na sexta feira passada, passados oito anos desde esse fait divers, a minha divida foi finalmente paga.
Depois de uma semana de trabalho tenso, de aulas até às 21:00, e de uma aula daquelas academicamente pesadas e densas, ao sair meio atordoado da sala, tipo zombie e com o corpo a latejar de cansaço, juro que ouvi a senhora do autocarro a dizer-me lá no fundo da memória:
"Aposto que preferias ter estado o dia inteiro a mamar cerveja e a ver pornografia"
Dívida paga!
Na boa vida universitária, com muito trabalho de estudo mas também muita farra e copazaina e essencialmente a liberdade de não ter que cumprir um horário rígido, não eram raras as vezes que, depois de noitadas preenchidas a deboche, ainda arrastava o corpo cansado para as aulas.
Num desses episódios, no autocarro 16 da Carris que me trazia da Caixa Geral de Depósitos da Av. da República para a Av. de Berna, vinha com uma ressaca de sono tremenda, de olhos esbugalhados e boca aberta a salivar. Mas dirigia-me para as aulas, portanto de mala e livros armados para mais um dia de pedagogia e ressaca.
Naquela moínha semi-tonada da sonolência e expectativa sofredora de um dia recheado de aulas monocórdicas, não deixei de ouvir uma observação da senhora que se sentava á minha frente, dirigida à minha pessoa ensonada, mas comentando com uma amiga que a ladeava.
"Vês? Coitadinho. Vai para as aulas, ali para a universidade. Vai cheio de sono. De certeza que esteve a trabalhar. Trabalha e estuda. Há que dar valor a estes jovens que se esforçam por ter uma educação e fazem estes sacrifícios"
Com os olhos fechados, por isso a senhora se deu à liberdade de me comentar, nao deixei de esboçar um sorriso cínico mental, onde lhe respondi em pensamento:
"Soubesses tu que estive levantado até às 4:30 da manhã a mamar cerveja e a ver um documentário sobre a história da pornografia na SIC..."
No entanto aquele repente de cinismo foi logo abafado por um aperto de arrependimento. O tom da senhora foi tão de boa fé, com um ar de tamanha maternalidade, compreensão e carinho, decerto habituada a ver o corropio de estudantes no autocarro, decerto mãe ou avó de um estudante e trabalhador, que aquele esgar de cinismo foi substituído por um sentimento de dívida eterna para com a atitude compreensiva que aquela senhora teve para com o meu aspecto de cansaço.
Senti que, na sexta feira passada, passados oito anos desde esse fait divers, a minha divida foi finalmente paga.
Depois de uma semana de trabalho tenso, de aulas até às 21:00, e de uma aula daquelas academicamente pesadas e densas, ao sair meio atordoado da sala, tipo zombie e com o corpo a latejar de cansaço, juro que ouvi a senhora do autocarro a dizer-me lá no fundo da memória:
"Aposto que preferias ter estado o dia inteiro a mamar cerveja e a ver pornografia"
Dívida paga!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
É pá... vão p'ó c*ralho
Rubrica Curta e Grossa.
Oh Miguel Cadilhe.,.. Vai p´ró c*ralho...
Então aceitas ir para o BPN gerir aquilo apenas com a condição de te darem um plano de poupança reforma do prórpio banco de 10.000.000€ que EXIGES pôr numa instituição fora do Grupo BPN, e ainda vens para a televisão resmungar com o Estado por ter nacionalizado o Banco porque tinhas toda a confiança na resolução dos problemas que herdaste da administração anterior? Pelos vistos a confiança tem um limite... de 10.000.000€...
Oh Cadilhe, vai p'ró c*ralho pá....
Oh Luis Delgado, vai pró c*ralho
Então vens para o programa da SIC Notícias das eleições norte-americanas dizer que, apesar de todos os noticiários afirmarem que esta era a eleição mais participada de sempre desde os anos 60, a maior votação foi a do George W. Bush, e ainda enches a boca arrogantemente como se isso fosse uma certeza e as pessoas em casa não tivessem canais de cabo (Se estão a ver a sic notícias é porque têm cabo duuh)...
Pois bem, apesar da lavagem constante dos podres da administração republicana, este facto é inegável: Um descendente de um queniano com um nome muçulmano, com propostas socialistas, acabou de ganhar o lugar de líder mais poderoso do mundo ocidental como o presidente que mais votos populares teve.
O que tu estás é a rasca por ires deixar de fazer parte do rol de ordenados da CIA para propagandistas neo-cons infiltrados na Europa.
Por isso, oh Delgado, vai p'ró c*ralho pá!
Oh Miguel Cadilhe.,.. Vai p´ró c*ralho...
Então aceitas ir para o BPN gerir aquilo apenas com a condição de te darem um plano de poupança reforma do prórpio banco de 10.000.000€ que EXIGES pôr numa instituição fora do Grupo BPN, e ainda vens para a televisão resmungar com o Estado por ter nacionalizado o Banco porque tinhas toda a confiança na resolução dos problemas que herdaste da administração anterior? Pelos vistos a confiança tem um limite... de 10.000.000€...
Oh Cadilhe, vai p'ró c*ralho pá....
Oh Luis Delgado, vai pró c*ralho
Então vens para o programa da SIC Notícias das eleições norte-americanas dizer que, apesar de todos os noticiários afirmarem que esta era a eleição mais participada de sempre desde os anos 60, a maior votação foi a do George W. Bush, e ainda enches a boca arrogantemente como se isso fosse uma certeza e as pessoas em casa não tivessem canais de cabo (Se estão a ver a sic notícias é porque têm cabo duuh)...
Pois bem, apesar da lavagem constante dos podres da administração republicana, este facto é inegável: Um descendente de um queniano com um nome muçulmano, com propostas socialistas, acabou de ganhar o lugar de líder mais poderoso do mundo ocidental como o presidente que mais votos populares teve.
O que tu estás é a rasca por ires deixar de fazer parte do rol de ordenados da CIA para propagandistas neo-cons infiltrados na Europa.
Por isso, oh Delgado, vai p'ró c*ralho pá!
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