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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É o fim!... do ano!

Chegámos ao fim de 2010. Todos os anos deixo uma mensagem de fim de ano que versa mais ou menos acerca da mesma coisa. mas o que é facto é que ainda está para provar o acontecimento que me contradiga.

Foi mais uma volta que este estúpido e redundante calhau com água, musgo e bichos faz em volta da fornalha atómica que o aquece. Estamos quase a voltar exactamente ao mesmo sítio onde estávamos há exactamente um ano atrás. Prova mais evidente da redundância da existência humana, em minha opinião, não há.

Somos mónadas

(*som de grilos enquanto se ouvem sons de teclado a escrever na caixa de busca do google. Os Leibnizianos esperam o que daqui vem)

A nossa individualidade cumpre-se inexoravelmente na liberdade necessária de o fazer. No entanto ao olhar para trás neste ano, vejo que nesta bolha fechada de existência entraram dois ou três acontecimentos que, mesmo que metafisicamente não interponham nada à tese de Lebniz, romperam a impermeabilidade desta mónada. Por isso, vai-te f*der Godofredo.

Mesmo redundante, são pequenos acontecimentos que nos sobressaltam de vez em quando a existência e a tornam um pouco menos vulnerável ao tédio sádico do cosmos que nos conduz como cavalinhos de carrocel.

Agradeço a quem me fez de vez em quando saltar do cavalinho.

De resto, foi o ano em que fui mestre e que gravei um álbum que ficou na gaveta.

Para o ano só tenho certo que o IVA vai aumentar e que se irão cumprir todas as previsões apocalípticas do Medina Carreira. Para isso só falta chegarmos à meia noite de hoje: Portanto preparem:

A carteira
O estômago
O fígado
Uma agenda
Um tubo de vaselina
Uma embalagem de pílulas do dia seguinte
Dois comprimidos de Guronsan
O vosso psicanalista
Genéricos de Fluoxetina
Uma arma descarregada
Balas
O vosso advogado

Dito isto, desejo a todos uma boa entrada na próxima volta do carrocel.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Carinho ou Trombose?

A nota da embaixada Norte Americana, que o Wikileaks revelou esta semana, relativa ao ministro dos negócios estrangeiro Luís Amado e ao caso dos voos da CIA, diz no fim que, "Right now, it would be to our advantage to stroke him a lot." 

A imprensa portuguesa tem traduzido por "acarinhá-lo" Mas a palavra stroke tem 26 interpretações possíveis em inglês: "Bater-lhe"; "Dar-lhe uma trombose"; Cofiar-lhe a barba"; "dar-lhe festinhas"; "remar"; "riscar-lhe com um pincel ou esferográfica". 

Eu por mim, lendo o telegrama em que eles notavam a preocupação em o Amado demitir-se, traduziria a coisa por "seria vantajoso para nós dar-lhe uma carga de porrada" ou "provocar-lhe várias vezes uma trombose"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eu voto cornos

Esta é uma página que apela a todos aqueles que dizem que não vão votar nas próximas presidenciais porque acham que os políticos são todos iguais. Ora se lhe desenharem uns corninhos... Não. Porque cornos há-os de todas as formas e feitios e enfeitam a cabeça de mil e uma maneiras. E deixem aqui uma foto!

Desafio a todos os que pensarem em ficar com o cu refastelado, coçar os tomates ou bater na mulher no Domingo dia 23 de Janeiro de 2011, para que levantem a peida do sofá e vão votar.

O voto é um direito que não foi oferecido ao povo. Alguém lutou e perdeu sangue suor e lágrimas para que pudéssemos decidir os nossos destinos em vez de um velhinho sentado numa cadeira à espera de uma trombose

Se ainda assim acharem que não querem votar em ninguém têm duas opções. Ou o voto branco, que muitos pensam ser um acto de protesto mas é em última análise irrelevante, ou o voto nulo.

Por isso, sendo que um voto nulo e um voto em branco têm a mesma relevância eleitoral, segundo o nº1 do Art.º 126 da constituição portuguesa:

Artigo 126.o
(Sistema eleitoral)
1. Será eleito Presidente da República o candidato
que obtiver mais de metade dos votos validamente
expressos, não se considerando como tal os votos em
branco.
2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número
de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio até ao vigésimo
primeiro dia subsequente à primeira votação.
3. A este sufrágio concorrerão apenas os dois candidatos
mais votados que não tenham retirado a candidatura.


vamos todos desenhar corninhos nos candidatos à Presidência da República.

Ou porque acham triste que o Cavaco Silva, em 40 anos de democracia terá participado com estadista em 35 desses anos, ou porque acham o Alegre mesmo um poeta medíocre, que o Nobre faz melhor em fazer curativos na Somália ou o camarada Chico Lopes deve é voltar ás instalações eléctricas, vamos desenhar corninhos nas fotos dos candidatos. Ou num só.

E depois tirem uma foto com o telemóvel e postem aqui. E tornem público o vosso protesto

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sá Carneiro, Mourinho, Jesus e Cunhal

Confesso. O jornal "i" é o meu guilty pleasure. Um projecto de design arrojado e inovador aliado a jornalismo desvairado e induzido por alucinogénos transformou-se numa das leituras de entretenimento mais divertidas desde o Record quando o Sporting perde. O desvario de hoje versa o seguinte:

Mou à Sá Carneiro. Uma equipa, um guarda-redes, um goleador

O que sairá amanhã? Um artigo sobre Jesus e Álvaro Cunhal: "O Cabelo, a Ortodoxia, as Conferência de Imprensa unilaterais. Como Jorge Jesus segue as passadas do falecido líder comunista."

Meus, eu quero ir trabalhar para o "i" :-D

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dark friday

Dark, gloomy, wet, boring, friday.

Parti o espelho ao carro, está de chuva, estou fechado num gabinete vazio e silencioso, acompanhado apenas do bater desregulado das gotas nos vidros e o som surdo do standby da máquina fotocopiadora...


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fuck those bitches

A Igreja Católica é terreno fértil para a piada fácil. A notícia de hoje do "i" acerca do livro que descreve a vida sexual dos papas fez aparecer logo a mais fácil e mais imediata: Os comunistas perderam a exclusividade de comerem criancinhas. Mas imediatamente de seguida vem-me outra à ideia: A Igreja afinal adoptou um mote bem diferente durante a inquisição."Fuck the bitches" substituiu o "Burn the witches"